Os potes de Häagen-Dazs devem se tornar cada vez mais raros nos supermercados brasileiros. Após quase 29 anos de presença no país, a General Mills confirmou que encerrará a distribuição oficial da marca no mercado nacional.
A notícia marca o fim de uma história que começou em 1997 e que ajudou a popularizar os sorvetes superpremium entre os consumidores brasileiros. Mas, por enquanto, não é preciso dizer adeus de forma definitiva: os produtos que já estão nas lojas continuarão à venda enquanto durarem os estoques, e importadores independentes ainda poderão trazer novas unidades.
O que chega ao fim, portanto, é a operação oficial da General Mills no Brasil, não a Häagen-Dazs.
Por que a Häagen-Dazs está deixando o Brasil?
Segundo a General Mills, a decisão faz parte de uma reorganização global do portfólio. A companhia pretende concentrar investimentos em categorias e regiões consideradas mais estratégicas e rentáveis.
A marca, vale lembrar, continua pertencendo à multinacional americana e permanece entre suas plataformas internacionais importantes, com presença em dezenas de países.
A saída do Brasil acontece justamente durante uma grande mudança nos negócios da General Mills por aqui. Em março de 2026, a empresa anunciou a venda de sua operação brasileira ao Grupo 3 Corações por R$ 800 milhões.
O acordo inclui marcas como Yoki, Kitano e Mais Vita, além de estruturas de abastecimento em Pouso Alegre (MG) e Campo Novo do Parecis (MT). A operação foi aprovada pelo Cade sem restrições.
A Häagen-Dazs, porém, ficou de fora da negociação. A General Mills decidiu manter o negócio de sorvetes sob seu controle internacional.
Uma despedida que será aos poucos
Ainda não existe uma data única para a retirada dos produtos das prateleiras. Como supermercados e outros pontos de venda possuem estoques diferentes, o desaparecimento da marca deve acontecer gradualmente.
Por isso, quem ainda quiser tomar aquele sorvete pode ter algumas últimas oportunidades. Sabores e tamanhos disponíveis dependerão dos estoques de cada estabelecimento.
Depois disso, a alternativa poderá ser recorrer a importadores independentes, caso eles continuem trazendo os produtos ao país. Nesse cenário, porém, a comercialização não estará mais ligada à distribuição oficial da General Mills no Brasil.
Quase três décadas de história
A Häagen-Dazs chegou ao Brasil em 1997, quando os sorvetes superpremium ainda ocupavam um espaço pequeno no mercado nacional.
No ano seguinte, a marca abriu sua primeira loja em São Paulo. O projeto original previa uma rede de 29 unidades, mas a expansão não avançou como planejado.
Em 2018, a empresa encerrou as oito lojas próprias que ainda mantinha no país e passou a concentrar suas vendas em supermercados e restaurantes.
Agora, quase uma década depois, chega o capítulo final dessa presença oficial.
E o nome? Não, a Häagen-Dazs não é europeia
Apesar da aparência estrangeira e da sonoridade que remete à Europa, a Häagen-Dazs nasceu nos Estados Unidos.
A marca foi criada em Nova York, em 1960, por Reuben e Rose Mattus. No início, eram apenas três sabores: chocolate, baunilha e café.
O próprio nome foi inventado para transmitir uma imagem de tradição e qualidade europeias. A primeira sorveteria da marca só abriria anos depois, em 1976, no Brooklyn Heights.
Hoje, a Häagen-Dazs está presente em cerca de 50 países e possui centenas de lojas pelo mundo, segundo a General Mills.
No Brasil, entretanto, a história está chegando ao fim.
E talvez seja justamente por isso que o próximo pote encontrado no freezer do supermercado tenha um sabor um pouco diferente. Enquanto houver estoque, ainda será possível escolher o sabor favorito, abrir a embalagem e aproveitar mais uma colherada.

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