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Morre o estilista pernambucano Ricardo de Castro


Morreu, aos 79 anos, neste domingo (13), o estilista pernambucano Ricardo de Castro, vítima de complicações de uma infecção urinária.

Filho da chapeleira mais célebre que o Recife já teve: Dedé de Castro, também conhecida como a Chanel pernambucana. Moda, portanto, sempre fora um assunto recorrente em casa, mesmo com as eventuais resistências da família aristocrática da qual faziam parte. “Sou da família Amorim, meu bisavô materno foi o comendador Manoel João D’Amorim, responsável por doar o Parque Amorim, na Boa Vista, para a cidade”, recorda.

À revelia do pai, que desejava um filho dentista e de rotina mais “normal”, Ricardo quebrou paradigmas. Suas criações fashion o levaram para uma temporada de 12 anos no Rio de Janeiro, onde montou loja, badalou, participou de concursos e venceu quase todos. “Já desfilei até mesmo no Copacabana Palace”, conta. Nessa época, inclusive, participou do famoso programa de Flávio Cavalcanti, na TV Tupi, como um dos candidatos do concurso “Um costureiro para o Brasil”.

“Fiquei em segundo lugar, mas, para mim, foi como o primeiro”, lembra. Na ocasião, tivera a honra de ser julgado por ninguém menos que Clodovil, Dener Pamplona e Márcia de Windsor. “Mas nunca deixei de mencionar que era pernambucano”, observa. De acordo com ele, a certa altura do programa, após alguém ter insinuado que ele pudesse ser carioca, ele foi obrigado a reagir. “Epa!!! Sou cangaceiro, rapaz!”.

Depois de anos produzindo fantasias deslumbrantes, algumas das quais ganharam a passarela do Baile dos Artistas, Ricardo dedicou os últimos anos de sua vida apenas à sua maison de alta costura, em Boa Viagem. O motivo, segundo ele, foi bem taxatico. “Deixei as fantasias porque já cheguei ao topo”, explicou.

A herança materna para a chapelaria, contudo, permaneceu. “Antigamente, mamãe (na foto acima) fazia todos os chapéus para a alta sociedade à mão, e eu, que sempre prestei muita atenção, aprendi rapidamente a técnica”, diz ele, que, por meio do trabalho, pareceu encontrar um refúgio de aproximação com Dedé, falecida há 18 anos. “Mamãe e eu tínhamos uma ligação divina. Fui seu filho, irmão, amigo, namorado, amante, tudo para ela", contou, emocionado.


ADEUS

Até o fechamento da matéria, a família não havia divulgado informações sobre velório e enterro.

Biografia com informações do Social1.

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