Mãe expõe constrangimento em famosa padaria de Casa Forte

Uma publicação feita pela internauta Juliana Lapa em seu perfil no Instagram provocou forte repercussão entre pais e mães recifenses e levantou um debate sobre o acolhimento de crianças em espaços públicos. O relato envolve a Padaria Casa Forte, localizada na Rua Dona Olegarina Cunha, 23, no bairro de Casa Forte, Zona Norte do Recife.

Na postagem, Juliana afirma ter vivido uma situação constrangedora ao lado de outras famílias e cinco crianças que, segundo ela, brincavam de forma espontânea enquanto o grupo concluía a refeição. A internauta relata que o próprio proprietário do estabelecimento teria se dirigido ao grupo de maneira agressiva, chegando a dizer que o local não aceitava “crianças desse tipo” e que acionaria a polícia para retirá-los do espaço.

“Essa padaria não aceita crianças”, escreveu Juliana no início do desabafo. “Nós, pais e mães, com cinco crianças felizes brincando, já estávamos terminando a refeição quando ouvimos esses e outros desaforos”, afirmou. Ainda segundo a cliente, o dono da padaria teria dito que não autorizaria mais a entrada das famílias no estabelecimento. Ela também informou que registrou em vídeo o momento do confronto e que poderia divulgar as imagens posteriormente.

A publicação rapidamente recebeu dezenas de manifestações de apoio e solidariedade à denunciante. Entre os comentários, uma internauta relatou que seu marido também teria passado por uma situação de constrangimento no local ao ser repreendido pelo proprietário enquanto utilizava um notebook em uma mesa, mesmo consumindo produtos da padaria.

A repercussão do caso trouxe à tona uma discussão sobre os limites da atuação de comerciantes na organização de seus estabelecimentos e a necessidade de que eventuais orientações aos clientes sejam feitas com respeito e diálogo, especialmente quando envolvem famílias e crianças.

Até o momento, não há registro de posicionamento oficial da Padaria Casa Forte sobre as alegações feitas nas redes sociais. O espaço permanece aberto para que o estabelecimento apresente sua versão dos fatos.

Por Gabriel Diniz

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