A história do esporte pernambucano despede-se de um de seus personagens mais marcantes. O ex-presidente do Santa Cruz e da Federação Pernambucana de Futsal, Edson Domingues Nogueira, o eterno Edinho, faleceu nesta sexta-feira (7), aos 82 anos. A notícia foi confirmada por meio de uma nota publicada nas redes sociais da FPFS. A causa da morte não foi divulgada.
No Santa Cruz, Edinho assumiu a presidência entre 2007 e 2008, em um dos capítulos mais difíceis da centenária trajetória coral. Coube a ele conduzir o clube em meio à tempestade, quando o Tricolor do Arruda viveu o doloroso primeiro rebaixamento à Série D do Campeonato Brasileiro, uma cicatriz que permanece na memória da torcida. Sob o peso da crise esportiva e da cobrança das arquibancadas, antecipou as eleições e deixou a presidência antes do fim do mandato, encerrando uma passagem marcada por desafios, turbulências e pela difícil missão de tentar reerguer um gigante ferido.
Se no futebol sua caminhada foi atravessada por ventos contrários, no futsal Edinho escreveu páginas de reconhecimento e legado. À frente da Federação Pernambucana de Futsal, foi eternizado pela própria entidade como "o maior presidente de todos os tempos". Sob sua liderança, o futsal pernambucano expandiu horizontes, conquistou projeção nacional, fortaleceu competições e abriu caminhos para a formação de novas gerações de atletas. Seu trabalho transformou a modalidade em Pernambuco e permanece vivo como referência para quem acredita no poder do esporte.
Em sua homenagem, a FPFS destacou que Edinho dedicou parte de sua vida ao fortalecimento do futsal, deixando como herança o compromisso, a dedicação e o amor pela modalidade. Em nota de pesar, a entidade manifestou solidariedade aos familiares, amigos e à comunidade esportiva, desejando força diante de uma perda considerada irreparável.
Despedida
A despedida acontecerá neste sábado (8). O velório terá início às 8h, no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, na Região Metropolitana do Recife. O sepultamento está previsto para as 10h, no mesmo local. Entre o silêncio da despedida e as lembranças que permanecem, Edinho deixa um legado que atravessa gerações e continua ecoando nas quadras, nos gramados e na memória do esporte pernambucano.
Por Gabriel Diniz

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