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Nos pênaltis, Salgueiro ganha do Santa Cruz e é campeão pernambucano 2020


Foram 106 edições de espera. Na última década, duas chances perdidas calaram um grito que, por muito tempo, pareceu distante. Para muitos impossível. Inalcançável. Até esta quarta-feira, quando ele, enfim, ecoou em alto e bom som um grito: é campeão! Que encarna a resistência de um povo - e de um time - que não desiste. O sertanejo é antes de tudo, um forte. E Salgueiro, é mais do que nunca, campeão. O primeiro clube a conquistar o título pernambucano. Um feito para a história. 

E como não poderia deixar de ser, a conquista veio de forma sofrida na noite desta quarta-feira. Contra o Santa Cruz, o Carcará venceu nos pênaltis por 4 a 2 (após empate sem gols no tempo normal) e alçou se maior voo. Uma nova página da vasta história do estadual. Agora pintada de vermelho, branco e verde. Uma página sertaneja


O jogo 

O início da decisão do Pernambucano teve dois lances polêmicos. Ambos pelo lado do Santa Cruz - amplamente melhor no primeiro tempo. Aos 13 e aos 16 minutos, um gol coral anulado por impedimento e uma falta na entrada da pequena área que o juiz não interpretou como pênalti.   

Mesmo compacto na defesa e dono das maiores investidas do jogo, faltava ao Santa Cruz criatividade no ataque para furar o bloqueio do Carcará. Sem muito sucesso, o Salgueiro acordou no jogo. E, em uma oportunidade, levou bastante perigo à meta tricolor. Ciel cruzou, a bola passou por toda a defesa e sobrou para Arthur finalizar, mas o zagueiro furou o lance. Resumo de um primeiro tempo sem maiores emoções.  

Segundo tempo

O Salgueiro voltou mais atento à marcação na etapa complementar, inibindo com eficiência o Santa Cruz, que não chegou com tanta frequência na defesa sertaneja como no primeiro tempo. Apenas aos 20 minutos que o tricolor assustou. Em cruzamento, Danny Morais ganhou de cabeça, a bola apareceu para Wiliam Alves que, cara a cara com César Tanaka, finalizou fraco e o goleiro do Carcará defendeu. 

Em seguida, veio a melhor chance do Santa Cruz. Em uma investida no ataque, Victor Rangel mandou a bola para área do Salgueiro. Paulinho, no rebote, pegou mal, a bola sobrou para Didira que, de frente para o gol, chutou, mas parou em Tanaka. Sem alteração no placar, o jogo foi para os pênaltis. E aí brilhou a estrela de Ciel, Muller, Adenílson e Alisson. Um dos tantos protagonistas de uma vitória heroica, única. Para sempre.  


Ficha do jogo 

Santa Cruz 0 (2)

Maycon Cleiton, Toty, Wiliam Alves, Danny Morais e Fabiano; André, Paulinho e Didira (Mayco Félix): Jeremias (Derlis Alegre) (Victor Rangel), Augusto Potiguar (João Cardoso) e Pipico. Técnico: Itamar Schülle

Salgueiro 0 (4)

Tanaka; Sinho (Dadinha), Ranieri, Arthur e Bruno Sena; Daniel Rodrigues, Tarcísio (Muller Fernandes) e William Daltro; Renato Henrique (Raimundinho); Ciel e Thomas Anderson (Alison Araçoiaba). Técnico: Daniel Neri

Local: Estádio do Arruda  
Cartões amarelos: Cinho (S), Paulinho (STA), Didira (STA), Bruno Sena (S)

Do Super Esportes

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