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Os Traques de Massa do Estagiário Social #09


JORNALISTAS CONTRA A MP


O Governo Federal editou a MP 905/2019 e deixou a classe jornalística arretada. O texto revoga a exigência de registro para jornalista e outras 13 atividades, fragilizando ainda mais o exercício da profissão. Há dez anos, o Supremo Tribunal Federal derrubou o diploma e, agora, veio mais essa lapada. Na prática, qualquer pessoa com intelecto acima dos integrantes do governo ( ou seja, com Q.I. maior que 0) sabe que a partir de agora um cidadão sem formação nem registro poderá se autoproclamar jornalista, ser contratado como jornalista, entrar nas festinhas de jornalistas e tá tudo bem. Olhe, eu sou contra. E não é por orgulho ou reserva de mercado, sou contra porque com informação não se brinca.

Estamos em um momento delicado quando se trata de Verdade. Há uma invasão de mentiras sendo espalhadas sob o nome gourmetizado de fake news que colocam em xeque a credibilidade dos jornalistas. Dia desses, minha mãe me apresentou para uma amiga e quando falou que eu era jornalista a doida disse, rindo: “vish, ele é mentiroso também, é?” Olhe, fiquei puto! Fechei o c* e a cara pro lado dela. Mas tão vendo como nossa profissão tá questionada e sendo jogada na sarjeta pela sociedade? Justamente ela, que precisa da informação bem apurada, redigida, veiculada e analisada criteriosamente para não retroceder. Tempos sombrios.

Bafafá em Alagoas


Na Terra dos Marechais, o fim de ano não vai ser de fartura para os jornalistas da TV Pajuçara, afiliada da Record no estado. A direção da emissora não vai distribuir os kits com peru e frios para os funcionários e fala-se que é uma retaliação por causa da greve que parou a categoria em Alagoas este ano. Mas os profissionais que cruzaram os braços já foram demitidos, quem ficou paga o pato de novo?


Black Friday


O que foi a Black Friday este ano, hein? O furdunço foi grande nas Lojas Americanas, com destruição, correria, puxada de cabelo e quebra-quebra. Conversei com um gerente de uma unidade no Recife, a mais afetada pela baixaria, e ele me disse que a direção nacional da empresa estuda adotar a prática que caracteriza a grande sexta-feira de promoção: desconto apenas para compras na internet. É o lógico, né? O “Custo BF” das Americanas foi grande e vai acabar sendo repassado para os clientes ao longo do ano.


Sociedade Pernambucanzzzzzzzzz


Agora me deem licença porque vou escrever como fazia no meu (praticamente extinto) blog. A cobertura das festaaaaaas!!!

Como já é tradicional no fim de ano, as confras e encontros de jornalistas começam a pautar a agenda dos profissionais da área. É verdade que as vacas estão magras e já não se fazem festas com antigamente (sdds início da década...), mesmo assim algumas poucas ainda resistem. Uma delas – que não é confra, mas funciona como uma -  é o lançamento do livro Sociedade Pernambucana do colunista João Alberto. Sim, o livro que é conhecido como “agendão” ou “guia rápido para seu próximo golpe, assalto ou sequestro”.

A reunião de bacanas e quase-bacanas foi no Arcádia do Paço Alfândega. Para entrar, tinha que ter um convite e comprar o livro, que custa módicos 140 golpes. Baixou o preço, porque já chegou ser vendido por 250 facadinhas, mas mesmo assim eu não tenho essa grana para gastar em uma lista telefônica.


E não tinha convite.

Qual a solução? Claro, entrar de penetra do jeito que o povo gosta!

Mas dessa vez deu ruim. A estratégia que utilizei foi errada. Ao chegar na entrada e ver aquela fila de gente, pensei em duas opções. A primeira, que exigiria um nível de sangue frio enorme, seria entrar na cara dura com o nariz empinado, confiante e sustentado pela elegância do meu kit social comprado numa promoção da Cia do Terno. A segunda, exigiria uma dose cavalar de interpretação e persuasão para dizer que era assistente do DJ e tava levando os pen drives que ele iria tocar na festa, sem mim não teria som.


Não fiz nem uma coisa, nem outra. Mudei de ideia em cima da hora e falei para o hostess da que eu estava com a chave do carro de João Alberto e teria que entregar a ele. MAS QUE IDEIA RIDÍCULA FOI ESSA? Aì, um carinha que já estava dentro do Arcádia, disse que eu poderia deixar com ele e tava tudo ok. Para piorar, eu falei: “tá certo, deixa então eu ir lá embaixo pegar a chave. Volto já. (WHAAAAAATTT? POR QUE EU FALEI ISSO, MEU DEUS? TAVA CHEIRADO?)” Óbvio que ninguém acreditou, não adiantaria mais voltar com a cara mais lavada do mundo porque já tinham marcado meu lindo rostinho e não me deixariam entrar.

Tive que recolher os cacos e pegar um Uber até minha residência nos campos do Bongi. Em todos esses anos nessa indústria vital, essa é a primeira vez que isso me acontece!


Mas vocês não ficarão sem meu olhar da festa, o único olhar que importa. Fui acompanhar a cobertura pelo instagram vasculhando as postagens de quem estava no evento. Vamos aos fatos.


Tinha um espelho todo chique na entrada e o pessoal tome a tirar foto. Gente, isso é muuuuito 2013, virem a página!


A galera fez fila para João Alberto assinar o livro. Gente... pode entrar e comer de boa, tavam perdendo tempo aí.


E olhe João aí autografando sua agenda! Só elogios para ele, viu? Conseguiu uma rede enorme de contatos e capitaliza todo o seu trabalho disponibilizando a lista. A gente tira onda, mas o Sociedade Pernambucana é muito útil para jornalistas, corretores de imóveis, vendedores de carros de luxo e empresas que fazem mala direta. Depois que teu nome sai no Agendão, o que chega de panfleto na tua casa não é brincadeira.



Quem disse que existe rivalidade no colunismo social? De jeito nenhum, o que há é muito respeito. A tia Beta e meu crush Mirella Martins arrasaram posando ao lado de Tio João. Mi Martins é tão humilde e delicada que ainda deixou que um senhor chamado João Carlos e sua esposa Auxiliadora aparecessem na foto.


Deu ruim para a equipe da TV Tribuna que teve que trabalhar durante o evento. Ou não, né, já que entraram sem comprar o livro e ainda se esbaldaram nos quitutes tudo free.


Serviram empadão de frango no melhor estilo bate-entope. Depois de comer uma fatia desse bicho e botar pra dentro um copo de água, tu não come por três dias.


O open bar foi de pitu e bolvana. Se entrasse, teria ficado ali mesmo com um caju fatiado e um tiquinho de sal.


Não, não é um entulho de jornal. É o bolo da festa, que também comemorou os 50 anos de colunismo social de João Alberto. Parece uma alegoria tirada daquele desfile da Beija-Flor de 1989 (quem não entendeu a referência, vá no Google e pesquise “ratos e urubus larguem minha fantasia”).


Também tivemos o momento “cortei o cabelo, o que acharam?” Eu curti.


Zuza Miranda estava decepcionadíssimo porque não serviram munguzá.


Até aquela senhora que está sempre no carnaval apareceu. Esqueci o nome dela, quem souber me diz. Eu acho que ela é parente dos Irmãos Evento, porque não é possível estar em tanto canto! Já sou fã.


Quem animou a festa foi a cover de Claudia Leitte que de longe parece Rapha da Favorita. A turma gostou.


DJ Magal animou a festa mais uma vez. Ano que vem deve ser ele de novo. E de novo. E de novo. E de novo.

Ah, Lembrei! O nome da veinha é Léa Lucas.

Ufa!!!!!!! Por hoje é só! Até semana que vem!

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1 Comentários

Artur Tigre disse…
E tava tudo uma delícia viu 😉